Uma PALAVRA e um SÍMBOLO para expressar a Profecia da Comunhão

Em comunicado ao Pe. Gilberto Bertolini, Delegado, a secretaria geral da Itália, apresentou "uma palavra" e "um símbolo" para o XII Capítulo Geral, que acontecerá em abril de 2020.

 
Estamos a caminho da celebração do XII Capítulo Geral, que tem como tema a "Profecia da Comunhão". O Capítulo é sempre um dom da graça que o Senhor nos oferece. Este dom da graça nos convida a retornar às fontes do carisma que Deus Pai semeou no coração de Don Calábria e que hoje é fonte de vida para muitas pessoas em diversas partes do mundo.
Para promover e dar unidade ao nosso caminho de preparação ao Capítulo, gostaríamos de propor uma PALAVRA e um SÍMBOLO. Palavra e símbolo, juntos, expressam essa profecia de comunhão que somos chamados a construir, viver e anunciar nos contextos culturais, espirituais e sociais do nosso tempo. A Palavra é luz que ilumina, aquece o coração e dá ritmo aos nossos passos e às nossas relações; O símbolo ajuda a tornar visível o que desejamos viver de modo que possamos manifestar a profecia da comunhão.

 

PALAVRA
A Palavra que nos ilumina nesta caminhada rumo ao Capítulo Geral nos transporta ao Cenáculo, naquele momento no qual se celebra a Última Ceia, e nos faz ouvir esta Palavra de Jesus:

"Nisto saberão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" (Jo 13,35). 

 

SÍMBOLO 
A profecia da comunhão, que somos chamados a viver, é representada graficamente através do Símbolo do Capítulo. A comunhão que se torna profecia na história nasce da cruz pascal (cruz onde predomina a cor branca, sinal da ressurreição), e do sopro do Espírito Santo, que desce do céu e abraça a cruz e as pessoas (o vento representado por diferentes cores lembra os muitos dons do Espírito). O crucificado ressuscitado, soprando seu Espírito, gera pessoas capazes de viver como ressuscitados. 
Pessoas de mãos dadas - Viver como ressuscitado significa expressar a comunhão que nasce do alto e se encarna na história e em novos modos de relacionamentos. Cinco pessoas e cores diferentes - As novas relações têm a característica da interculturalidade presente na Obra. 
As novas pessoas em Cristo se abrem aos outros e, juntos, proclamam a paternidade de Deus, que em Cristo e no Espírito Santo nos faz filhos e irmãos. Esta comunhão não permanece fechada em nós mesmos, mas é aberta e em construção.
Por isso que as cinco pessoas que se dão as mãos não fecham o círculo, mas deixam uma abertura que nos leva a caminhar em direção à vida ferida e às novas pobrezas do nosso tempo. A comunhão como profecia reúne a mística, a fraternidade e a missão.
 
Fr. Matteo Rinaldi
segretario generale