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Centro Educacional e Social de Marituba: 30 anos de vida e missão na Amazônia

Em 19 de maio de 1974 Dr. Marcelo Cândia – empresário italiano que deixou tudo e se dedicou aos hansenianos - lançou a pedra fundamental da Casa de Oração Nossa Senhora da Paz, por ele idealizada, e inaugurada em 25 de março de 1977. Nesse espaço também residiu Dom Aristides Pirovano, onde por mais de doze anos, assumiu a assistência aos hansenianos.

Imagem: Dom Aristides Pirovano, na creche Nazaré.

Décadas após, convidados por Dom Aristides, os religiosos da Congregação Pobres Servos da Divina Providência vieram à Marituba para assumir as atividades desenvolvidas na área do antigo Hospital de hansenianos do Pará. O primeiro Pobre Servo que atuou em Marituba, junto aos hansenianos, em período anterior ao convite, foi o Irmão José Finotti, que ajudou muito no atendimento aos doentes, em apoio a Dom Aristides. Algum tempo depois, o Irmão foi embora e só depois chegaram seus irmãos Pobres Servos.

O dia 9 de fevereiro de 1991, marca a chegada dos Padres Ângelo Maschi e Ângelo Gaio, juntamente com o Irmão Gedovar Nazzari; com o desafio de continuar o trabalho desenvolvido por Dom Aristides, padres e irmãs do PIME. Os primeiros religiosos Pobres Servos criaram o então Centro Educacional e Sanitário de Marituba, como filial do Instituto Pobres Servos da Divina Providência, para administrar as atividades. Hoje, com a evolução das atividades e das exigências legais, é denominado Centro Educacional e Social de Marituba - CESM.

No tocante à saúde e educação, Dom Aristides, em 27 de fevereiro de 1991, repassou aos Pobres Servos a administração das unidades então existentes: Abrigo João Paulo II, Centro de Saúde N. S. da Paz; Posto de Saúde da Betânia; U.R.E. “Marcello Candia”; Escola N. S. da Paz; Creche N. S. da Paz; Escola São José e a Creche N. S. de Nazaré, atividades que seriam administrados pela Congregação, através do CESM. Dom Aristides regressou para a Itália, em 18 de junho de 1991, após 12 anos dedicados aos hansenianos de Marituba.

Atualidade da Missão

Ao longo dos 30 anos a missão foi crescendo e se estruturando cada vez mais. Houve um crescimento significativo de atendidos e colaboradores. Além dos religiosos Pobres Servos, sucessivamente se integraram à missão as Irmãs Pobres Servas, as Pequenas Irmãs da Sagrada Família e as Irmãs Palotinas. Não se trata apenas de mais mão de obra, mas sim da presença de pessoas que fomentam a riqueza dos Carismas que os animam e os infundem nas pessoas e ambientes que frequentam, irradiando a luz do Evangelho.

Ao longo das décadas a missão cresceu quantitativamente, qualitativamente, e em diversidade de complexidades de atendimento das demandas que os tempos atuais nos impõem. No âmbito da Arquidiocese de Belém, no município de Marituba e no Estado do Pará, as atividades que compõem a missão calabriana tornaram-se notórias, significativas e gozam de estima e credibilidade pelo seu legado. Tudo graças à Divina Providência e ao trabalho incansável de quantos nela estão comprometidos. Para a sustentabilidade dos projetos da missão contamos com uma ‘teia de apoio’ local, regional, nacional e internacional, tanto de entes não governamentais, governamentais e pessoas físicas.

 

PARA CONTINUAR LENDO ACESSEREVISTA A PONTE ED. 1, 2021.