Pobres Servos da Divina Providência

Calábria sentia-se impelido interiormente por um desejo intenso de ser todo de Jesus, e amava as pessoas com um imenso amor. Dedicou-se ao cuidado dos meninos abandonados, além de se esforçar de todas as formas para prover-lhes casa e educação. Aumentando os meninos, sentiu-se inspirado a abrir uma casa onde estes meninos pudessem encontrar alimentação, educação, instrução escolar e profissional e, sobretudo, amor.
Os primeiros meninos foram acolhidos na casa paroquial de S. Bento no Monte: mas o contínuo aumento de meninos o levou a procurar um lugar mais amplo. A primeira casa foi aberta com cinco meninos no dia 26 de novembro de 1907, na Paróquia de S. Giovanni in Valle, em Verona, que no ano seguinte, foi transferido para um lugar definitivo, na Rua São Zeno no Monte, atual Casa Mãe.
 
Auxiliado neste trabalho apostólico por alguns leigos, constituiu-se o primeiro grupo de colaboradores, alguns dos quais, sentiram-se chamados a consagrar-se na Obra. Ele os chamou de Irmãos e quis que vivessem o espírito puro e genuíno: "Antes de tudo olhar-se como irmãos, como tais amar-se reciprocamente uns aos outros e ajudar-se especialmente na vida espiritual; viver totalmente abandonados à Divina Providência; esforçar-se de todas as formas pelo bem estar dos pobres meninos abandonados, para mostrar ao mundo de hoje, tão ateu, tão sem Deus, imerso totalmente na lama, que Deus existe, pensa e tudo provê às suas criaturas".
 
A Congregação Pobres Servos da Divina Providência, foi aprovada pelo bispo de Verona aos 11 de fevereiro de 1932. A aprovação Pontifícia ocorreu no dia 25 de abril de 1949.
 
Em 1932, a Obra abriu-se também ao apostolado paroquial na missão em Roma. Em 1934, iniciou-se uma atividade missionária na Índia, a qual foi suspensa por ordem do Visitador Apostólico Abade Manuel Caronti.
 
Em 1959, foram abertas as missões da Congregação em Salto, no Uruguai e no Brasil chegaram no dia 30 de agosto de 1961 em Porto Alegre.
 
Pe. João Calábria confiou aos Pobres Servos e às Pobres Servas a mesma missão que o Senhor lhe inspirou, desde quando era um jovem sacerdote: ?AVIVAR NO MUNDO A FÉ E A CONFIANÇA EM DEUS PAI PROVIDENTE?.
 
Atualmente estamos presentes nos seguintes países: Itália, Romênia, Portugal, Argentina, Uruguai, Paraguai, Angola, Quênia, Filipinas, Índia e Brasil.
 

Pobres Servos, eis o nosso nome!

 
Dizemo-nos Pobres . Precisamos, por conseguinte, amar a santa pobreza e sofrer com os problemas que ela nos causa, com as privações, com os sacrifícios, que são uma decorrência natural dessa escolha. Quem ama os confortos e é apegado às próprias comodidades, é pobre de nome, mas não de fato; e então, que prêmio poderá esperar professando o voto de pobreza? Além disso, o amor à santa pobreza nos dará a possibilidade de dividir com outros irmãos os bens a nós concedidos pela divina Providência.
 
Somos Servos. A exemplo de Jesus, que desde o seu nascimento se proclama o Servo por excelência do Pai, precisamos conformar-nos sempre à santa vontade de Deus, que nos é manifestada pelas santas Regras e pelas ordens dos superiores: "Quae placita sunt Ei facio semper" (Eu faço sempre as coisas que são agradáveis ao Pai). 
 
Enfim, somos os servos da Divina Providência . Devemos viver e demonstrar praticamente o "Não vos angustieis" do santo evangelho. Mantendo-nos distantes das proteções humanas, usemos e guardemos religiosamente as que o Senhor nos envia.
 
Quanto a nós, amemos o silêncio e o escondimento, contentando-nos com o olhar e a aprovação de Deus. Eventualmente pode ser que a Providência queira que a Obra se manifeste também externamente; apenas executada a missão, porém, retornemos ao nosso silêncio e escondimento: "covinha e toquinha". (Carta do Pe. Calábria aos Religiosos em ocasião do Santo Natal de 1949.)