Pobres Servas da Divina Providência

As Irmãs Pobres Servas da Divina Providência são a expressão do ramo feminino da Obra, com idêntico objetivo e compromisso carismático que os Pobres Servos "A Congregação Pobres Servas intimamente unida à dos Pobres Servos, sendo as duas famílias como que ramos de uma mesma Obra; com o mesmo fundador: São João Calábria; as mesmas finalidades e regras de vida; o mesmo estilo e programa apostólico".

O dia 17 de abril de 1910, data histórica da fundação da Congregação das Irmãs, coloca-se num contexto verdadeiramente desafiador para o Padre João Calábria como ele mesmo relata em um dos seus escritos: "Foi o Senhor, sem que eu pensasse, que por meio de várias circunstâncias, empurrou-me, diria quase docemente me coagiu, a recolher piedosas mulheres que se sentissem dispostas a auxiliar os irmãos nas funções mais específicas do sexo feminino, para o bem das pobres criaturas abandonadas e recolhidas nos tetos da Divina Providência".

Pe. Calábria sempre atento aos sinais de Deus percebe a vontade divina através das necessidades de contar com a ajuda de algumas mulheres ao garantir um cuidado junto aos menores acolhidos na casa, ocupando-as com tarefas domésticas e aos cuidados e o carinho próprio da figura materna.

Essa clareza é fruto da colaboração de sua mãe Ângela Foschio que desde o episódio da primeira criança acolhida em sua casa foi sempre essa presença e colaboração junto de seu filho. Quando sua mãe vem a falecer João Calábria solicitou a ajuda das Irmãs da Misericórdia que com alegria e prontidão responderam generosamente ao seu pedido. A Providência dispôs que, passado algum tempo, o Pe. Calábria fosse convidado a renunciar a esta ajuda abrindo-se a outras perspectivas. A este respeito ele mesmo escreve: "A primeira célula das Irmãs Pobres Servas veio das Irmãs da Misericórdia. Na época, a Superiora Geral era a Irmã Ângela Mondim. Com a permissão de Dom Ciccarelli, duas Irmãs prestavam sistematicamente o seu serviço na nossa casa, em total silêncio, quando certo dia veio a mim o próprio Dom Ciccarelli e me disse: Padre João, sinto muito ter que dizer-lhe que o Cardeal não quer Irmãs assim livres, trabalhando fora de seu lugar de origem. Eu agradeci e de imediato me dirigi ao Cardeal, que me confirmou a mesma ordem. Obedeci, mas logo pedi à S. Eminência: E se algumas boas mulheres se unissem para trabalhar junto aos Irmãos, o senhor estaria de acordo? Aprovo e abençoo! Respondeu ele".

Conforme esse dado biográfico, verifica-se que as Irmãs Pobres Servas da Divina Providência têm sua origem a partir da bênção e da aprovação do Bispo, e no ano de 1910 são duas as Irmãs que constituem o início desta fundação: a Irmã Ângela de Battisti e a Irmã Lavínia Perez.

O ritmo de missão e presença evangelizadora das Irmãs Pobres Servas é marcado por uma "vida de pobreza, trabalho, oração e abandono na Divina Providência". Em uma das cartas que o padre Calábria escreve as Irmãs, em 25 de março de 1952, por ocasião da aprovação diocesana da Congregação, ele destaca uma característica relevante que corresponde ao que toda religiosa deve dizer de si mesma: "Sou serva de Deus [...]. Que dignidade! Devo, pois, unir-me a Deus e servi-lo em seus filhos, em todos os setores nos quais a caridade de Cristo pede auxílio: com as crianças abandonadas, as pessoas doentes, presas, arrependidas, caídas, as que estão em perigo, resumindo: Nenhum setor deve ser excluído da nossa caridade. A primeira caridade consiste em ajudar com a oração, com o trabalho e com a vida a Obra dos Pobres Servos".

A missão fora da Itália ocorre nos anos de 1974 no dia 26 de maio, com a chegada no Brasil das quatro primeiras Irmãs na cidade de Porto Alegre: Ir. Carmela Perlini, Ir. Gemma Consolaro, Ir. Ana Maria Martini e Ir. Maria Sponda.

Essa presença territorial na América Latina recebe o nome de Delegação Rainha da Paz que conta com as Irmãs Pobres Servas da Divina Providência em 3 países de idioma espanhol: Argentina, Paraguai e Uruguai. No Brasil as comunidades Religiosas realizam missão nos Estados: Rio Grande do Sul, Mato grosso do Sul, Pará, Bahia, Pernambuco e Ceará.

O apostolado na evangelização é vivenciado por cada Irmã, antes de tudo através de uma atitude de abertura e disponibilidade na sua  vocação. Independente de qual for à atividade apostólica, toda Pobre Serva da Divina Providência é chamada a transparecer uma maternidade espiritual que revela ao homem "órfão" de nosso tempo a ternura e a bondade de Deus Pai Providente, mantendo sempre essa característica de um Carisma que com sua autonomia de Congregação, só é autêntico na colaboração e na complementaridade junto dos Padres e Irmãos Pobres Servos da Divina Providência.

Para saber mais sobre as Irmãs Pobres Servas acesse o site oficial www.pobresservas.org.br