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São João Calábria "Evangelho Vivo": Um clérigo cabo de infantaria

Espiritualidade Calabriana

Dando sequência a série de publicações, narrando os momentos mais marcantes na vida de São João Calábria, apresentamos hoje o 4º Capítulo.

O livro “São João Calábria: Evangelho Vivo”, escrito pelo Padre Graziano Pesenti, OCD, nos ajuda a contar a história do fundador das Congregações Pobres Servos e Pobres Servas da Divina Providência. Reconhecido como o Santo do século XX, testemunhou a Confiança em Deus Pai Providente, “santo da providência”; e auxiliou incontáveis almas à prática da caridade e a busca do Reino de Deus.

 Um clérigo cabo de infantaria

Os jovens estudantes da turma de 1873 usufruíram da redução de um ano do serviço militar (que durava 3 anos); para ficarem isentos de um segundo ano, pagam 1.200 liras (cerca de € 12.000 ou mais de R$ 50.000). João, muito pobre, se apresentou ao Distrito Militar de Verona e foi designado para a V Companhia de Saúde, que residia no Hospital Militar perto da Porta Pálio. No livro pessoal, anotaram as suas características: “Celibatário, religião católica, estudante, cabelos castanhos lisos, olhos azuis, sobrancelhas castanhas, coloração rósea, nariz grego-grande, dentição desgastada, boca queixo rosto bons, altura 1,61m, perímetro torácico 0,83m, peso 52kg”.

Era um soldadinho que não tinha medo, mas sim a coragem de dizer aos colegas soldados que quer ser padre; quis servir na missa ao capelão; fez-se respeitar e conquistou a estima dos oficiais médicos. Intensificou a oração e encontrou espaço para ela entre os treinamentos militares, serviços nos corredores do hospital, saídas livres para saudar a mãe, os amigos e os colegas de Seminário. Repetiria mais tarde: “O tempo de serviço militar foi o melhor da minha vida... Todos me queriam bem... Eu era o chefe”.

João não conseguia acompanhar o ritmo dos companheiros: não conseguia inserir a baioneta no fuzil no “apresentar armas”, quando passava o general G. S. Pianell; na rua, durante uma marcha, perdeu o obturador do fuzil; desceu rolando pelas escadas, despedaçando seringas e remédios que leva na bandeja; contrai tifo. Todos lhe queriam bem: os oficiais, porque era disciplinado, instruído, prestativo; os suboficiais, porque obedecia às ordens respeitosamente; os soldados internados, até mesmo no departamento de doenças venéreas, porque tinham um amigo que sempre os ajudava e lhes falava sobre Jesus; as Irmãs da Misericórdia que serviam ao Hospital, porque era muito religioso. Em fevereiro de 1896, foi promovido a “cabo”; em setembro, recebeu a folha de “licença ilimitada”, em que se testificava que o cabo Calábria “manteve uma boa conduta e serviu com fidelidade à Pátria”.

 

Pesenti, Graziano. São João Calábria: evangelho vivo. [Tradução Moises Sbardelotto]. São Paulo: Paulinas, 2019.

 

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