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"São João Calábria: Evangelho Vivo" - A labuta do trabalho e estudo

Espiritualidade Calabriana

Dando sequência a série de publicações, narrando os momentos mais marcantes na vida de São João Calábria, apresentamos hoje o 3º Capítulo.

O livro “São João Calábria: Evangelho Vivo”, escrito pelo Padre Graziano Pesenti, OCD, nos ajuda a contar a história do fundador das Congregações Pobres Servos e Pobres Servas da Divina Providência. Reconhecido como o Santo do século XX, testemunhou a Confiança em Deus Pai Providente, “santo da providência”; e auxiliou incontáveis almas à prática da caridade e a busca do Reino de Deus.

No verão de 1884, buscou trabalho e foi entregador de uma papelaria. Retornou à escola elementar para o quarto ano que terminou com a reprovação. Voltou a trabalhar em um brechó por três anos; um dia, porém, ocorreu-lhe um problema: um quadro lhe escapou das mãos e se despedaçou no chão. Foi demitido imediatamente e com essa expressão: “Vá ser padre, esse é o seu ofício!”.

A mãe Ângela se convenceu de que esse “ofício” era a vocação do filho. Recorreu ao pároco, Pe. Luís Giacomelli, e ao seu colaborador, Prof. Pe. Pedro Scapini, que conhecia as miseráveis condições dos Calábria. Ele tinha um coração de ouro; comprometeu-se, gratuitamente, com a ajuda de outros colegas, a preparar João, em um triênio de aulas particulares, para os exames de admissão no liceu do Seminário Episcopal.

João se esforçou para retomar os estudos depois de quatro anos, que se tornaram mais difíceis por causa da nutrição insuficiente, do ambiente estreito da nova casa, do serviço que presta na paróquia para a animação litúrgica e a assistência aos meninos do oratório. Aos 17 anos, filiou-se na Ordem Terceira dos Franciscanos de São Bernardino; aos 19 anos, fez o exame, escrito e oral de italiano e de latim, para a admissão no liceu do Seminário Episcopal; foi aprovado em italiano e reprovado em latim. A autoridade do Prof. Scapini convenceu a comissão examinadora a admiti-lo como aluno externo.

João estava convencido da sua vocação, embora tivesse um percurso árduo: pobreza, taxas escolares, pouca saúde, frio invernal, preparação insuficiente para a ginástica, deboche de alguns colegas, desprezo de alguns professores. No fim do primeiro ano de liceu, recebeu a insuficiência em grego e um juízo dos professores: “É de pouco gênio, suficiente diligência e boa disciplina”. No entanto, foi admitido para o segundo ano sem exames de recuperação. Era ativo na paróquia, era piedoso (confissão semanal, missa, rosário e exame de consciência cotidianos). Amigo dos judeus, converteu um deles, o velho advogado Giacomo Asson, e o batizou, contra a vontade dos parentes, com um estratagema: na presença de João, Giacomo fingiu ter um mal-estar e pediu urgentemente um licor; os familiares se ausentaram, e o amigo derramou a água lustral sobre a cabeça, deixando o advogado feliz. Participou do seu funeral judaico e fez amizade com o rabino.

Ao término do segundo ano letivo (1893-1894), recebeu um cinco em latim e grego; repetiu a admissão ao terceiro ano sem exames.

Pesenti, Graziano. São João Calábria: evangelho vivo. [Tradução Moises Sbardelotto]. São Paulo: Paulinas, 2019.

 

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