Construção de uma unidade própria do Abrigo João Paulo II

Um sonho de seis anos começou a tomar forma neste mês de novembro. Depois de muito empenho, o Abrigo João Paulo II juntamente com o grupo de voluntários do Jantar Dançante da Solidariedade deu início à construção de uma casa-lar na capital gaúcha. 

 

Essa será a terceira casa própria da entidade, que aluga outras 17 para acolher crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. O valor dos aluguéis é um dos grandes custos do abrigo. Foi a partir dessa constatação, feita em uma reunião para o planejamento da 8ª edição do Jantar Dançante da Solidariedade, em 2012, que o grupo de voluntários, junto à direção do Abrigo João Paulo II, iniciou o planejamento dessa construção. Nesse encontro, surgiu o objetivo inicial da 8ª edição do Jantar: angariar recursos para a aquisição de um terreno na zona sul de Porto Alegre.
 
     Os anos foram passando e o grupo seguiu fazendo jantares para reunir amigos e atingir sua meta, e, em 2017, recebeu uma doação da Congregação dos Pobres Servos: a cessão de um terreno para que fosse construída a casa. Desde então, o dinheiro arrecadado pelos jantares, começou a ser destinado para a construção de uma casa, que vai oferecer acolhimento integral às crianças e adolescentes encaminhadas pelo Juizado da Infância e Juventude de Porto Alegre.
 
      A concretização desse desejo só foi possível com o apoio de aproximadamente 50 patrocinadores das seis edições do Jantar Dançante da Solidariedade, além de outras pessoas sensibilizadas com o mesmo objetivo, como Carmem Laurindo, Irma Milbrath, os casais Márcia de Moraes e Antônio Pozzer, e Magali Menti e José Antônio Menti, além de Leonor Schwartsmann.
 
     Toda a história de como nasceu e se realizou esse sonho foi relatada durante evento promovido no dia 6 de novembro e onde estiveram presentes Pe. Gilberto Bertolini, provincial da Congregação dos Pobres Servos da Divina Providência no Brasil, e demais membros do Conselho da Delegação - Pe. Adelmo Cagliari (ecônomo e conselheiro), Ir. Roque Kasmirski (conselheiro), Ir. Aires Paesi (conselheiro) e Pe. Gustavo Bonassi (conselheiro) - além de Cinara Vianna Dutra Braga, promotora da Infância e Juventude de Porto Alegre, Joel Lovatto, presidente da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), os casais voluntários do Jantar da Solidariedade, alguns patrocinadores do jantar, amigos e benfeitores da instituição.
 
      Na ocasião, Pe. Cláudio Bianchet, diretor do Abrigo João Paulo II, deu as boas-vindas a todos e comentou que "o Abrigo João Paulo II possui 21 unidades de atendimento nos municípios de Porto Alegre e Viamão, sendo uma sede administrativa, 19 casas-lares e 1 Abrigo Residencial denominado Cisne Branco. Destas 19 casas somente 2 são próprias, ou seja, pagamos aluguel de 17 casas. E através dos convênios com as  prefeituras, é que pagamos o aluguel, mas quando a casa é própria podemos utilizar esse valor para a manutenção das mesmas".
 

      Uma parede levantada por muitas mãos

      "Construímos os alicerces primeiro, pois temos que ter nossas bases firmes em Deus que nos guia pelo melhor caminho e agora vamos levantar as paredes com o nosso trabalho e esforço. E assim deve ser a vida, trabalharmos e vivermos tendo Deus como base", também destacou Pe. Cláudio, que, juntamente com os voluntários do jantar, promoveu uma dinâmica com todos os presentes para iniciar a construção de uma das paredes. Logo após, Pe. Gilberto deu a bênção aos convidados, aos operários da obra e à construção.
 
       Jaime Monticeli falou em nome dos casais voluntários do Jantar e agradeceu a presença dos patrocinadores. Monticeli descreveu a grande alegria que o grupo está sentindo em dar início a este projeto tão esperado e planejado. Agradeceu o apoio dos demais voluntários e todos que, de alguma forma, ajudaram a realizar esse sonho. "Todo o trabalho que o abrigo faz por essas crianças é tão importante que o que fazemos é o mínimo para auxiliar." E encerrou sua fala fazendo um convite: "Gostaria de contar com a presença de todos no próximo Jantar, pois faremos 15 anos e terá valsa".
 
       A promotora Cinara Vianna Dutra Braga parabenizou os Pobres Servos que, nas sua palavras, "realizam um trabalho de proteção e garantia de direitos, tanto no Abrigo João Paulo II quanto no Calábria". E completou: "eles possuem um trabalho qualificado e os maiores beneficiados são as crianças e adolescentes." Também comentou que seria possível alguma destinação de recursos por meio de parceria com o Ministério Público do Trabalho e pediu que se encaminhe um projeto para ela contendo as necessidades para a continuação da obra. E ainda estimulou a ampliação do sonho. "Desejo muito amor, alegria, paz, sucesso no acolhimento das crianças que forem morara nessa casa e com esta construção, o João Paulo terá três casas próprias. Só faltarão dez para chegar ao número atual de 13 casas em Porto Alegre. Quem sabe conseguimos realizar essa meta?"
 
     Como dizia São João Calábria, nosso fundador: "Eu sigo este princípio: as grandes coisas são feitas de pequenas coisas; o oceano imenso é formado por incontáveis pequenas gotas de água. Além disso, nada é pequeno daquilo que se faz para o Senhor, e isso vale muito mais para nós que, em tudo e sempre, precisamos nos deixar conduzir pelo espírito de fé, característica dessa Obra, a qual poderá cumprir os novos desígnios que Deus tem sobre ela". Com um pouco de cada um, conseguiremos dar início a construção dessa casa.
 
     O Abrigo João Paulo II agradece a presença dos voluntários, religiosos e demais amigos que estavam envolvidos neste projeto e deseja contar com o apoio da sociedade para concluir a obra.
 
Confira algumas imagens desse momento tão especial:
 
 
Texto voluntariado da HUB ESPM - Marcela Donini - Jornalista e Professora na Faculdade de Jornalismo - ESPM-Sul / Porto Alegre-RS